quarta-feira, 22 de junho de 2011

13º Portugal de Lés-A-Lés: Preparação

Aí vem a minha primeira aventura com a minha nova Triumph Bonneville T100. O 13º Portugal de Lés-A-Lés vai ligar o Mogadouro em Trás-os-montes a Lagoa no Algarve em dois dias por estradas secundárias e pitorescas percorridas em duas rodas. São cerca de 1000 quilómetros de viagem a somar aos quase 1000 da deslocação de casa ao Mogadouro e de Lagoa até casa.

Para uma viagem desta dimensão é necessário alguma preparação até porque a mota que me vai levar nesta aventura não é indicada para grandes viagens. É claro que a organização do Lés-A-Lés tem em conta uma série de situações que facilitam a vida aos participantes com as mais diversas motas mas ainda assim, e principalmente para quem se está a iniciar nestas lides como eu, convém sempre fazer algum planeamento inicial que será até um bom treino para viagens futuras.

A preparação deve passar tanto pela mota, pelo planeamento da viagem, pela escolha do equipamento a levar e pela preparação física. Como novato neste tipo de aventuras, conto com a ajuda de amigos mais experientes e anteriores participantes para me preparar para a viagem.


Alojamento!


O Portugal Lés-a-Lés conta já com 1400 motas. Algumas levam mais que uma pessoa e há ainda a organização. A Câmara Municipal do Mogadouro disponibilizou gratuitamente o parque de campismo para os participantes mas para quem não gosta de parques de campismo ou prefere dormir num local mais confortável depois de uma viagem cansativa, é importante fazer reservas com bastante antecedência ou poderá já não ser possível encontrar alojamento perto dos locais de chegada e partida.

Preparação física


Principalmente para quem não está na melhor forma física nem anda com muito frequência de mota, é importante haver alguma preparação para o desgaste físico provocado pelo vento, pela posição de condução, pela trepidação e pelo simples cansaço de passar horas e horas concentrado na condução.

Eu optei por algumas corridas (o conhecido jogging) e alguns exercícios para fortalecer os músculos dos braços e das costas. Tenho consciência que, apesar de andar quase diariamente de mota, o meu exercício é capaz de não ser suficiente. Mas sempre ajuda alguma coisa. O equipamento deverá também ajudar.


Equipamento e bagagem


Foi neste capítulo que contei com a maior ajuda de outros motociclistas mais experientes. Segue-se um apanhado de tudo o que aprendi. É claro que algumas recomendações podem variar consoante as necessidades da mota e do seu condutor.

Para além do equipamento habitual que TODOS os motociclistas devem ter (capacete, botas, blusão, luvas... vou evitar entrar aqui na discussão sobre a segurança passiva) e tendo como objectivo viajar com o mínimo possível (porque não tenho uma BMW GS 1200 com malas de carga :P ):


  • Kit de reparação de furos (obrigatório pela organização!)
Existem para pneus com e sem câmara dar. Para a minha Bonneville sem câmara de ar levo uma espuma que se despeja para dentro do pneu e o repara automaticamente. Este tipo de kits existem em lojas como a Norauto, Roady e algumas das grandes superfícies. Com alguma antecedência pode-se também encomendar online de lojas estrangeiras por vezes com preços mais interessantes.

  • Lubrificação para a corrente
A corrente da mota deve ser lubrificada com alguma frequência para evitar o desgaste. Por exemplo a Triumph recomenda que a corrente da Bonneville seja lubrificada de 300 em 300 Km. Para o Lés-A-Lés vou fazer quase 2000 Km! É essencial levar óleo próprio para corrente de mota e de preferência acompanhado com líquido de limpeza da corrente para aplicar antes do óleo.
  • Duas t-shirts devem ser suficientes com mais uma vestida e outra oferecida pela organização.
  • Calças suplentes não vá acontecer alguma coisa às que vão vestidas... se ainda houver espaço
  • Roupa interior para 3 dias
  • Produtos de higiene (de preferência amostras e embalagens que ocupem pouco espaço)
  • Suporte para o roadbook
A organização do Lés-A-Lés disponibiliza o roadbook com as indicações sobre o percurso apenas no primeiro dia do Lés-A-Lés. O roadbook é essencial para saber que percurso seguir e como encontrar os pontos de controlo. Existem suportes próprios para roadbook mas são normalmente caros e nem sempre adaptáveis à mota. Há quem prefira construir o seu próprio suporte. A minha equipa decidiu pela utilização de uma bolsa para mapas no saco do depósito. Não é uma solução muito prática uma vez que o roadbook é composto por várias folhas e deve haver uma forma fácil de mudar de página... mas vai ter que servir.
Este ano foram disponibilizados os roadbook de anos anteriores que podemos imprimir e testar no nosso suporte improvisado.


Planeamento da viagem


Obviamente que a organização do Lés-a-Lés encarrega-se do planeamento da viagem de lés (Mogadouro) a lés (Lagoa) mas convém planear a viagem de casa até a Mogadouro e de Lagoa até casa. De preferência evitando a repetição de percursos para melhor aproveitar a viagem.




domingo, 15 de novembro de 2009

No Algarve mas sem praia

Partimos para o Algarve para umas férias merecidas. Confesso que não sigo com grande entusiasmo mas ela assegura-me que o Algarve que vou ver é diferente. Longe quanto baste do Algarve muito quente, dos turistas, movimento, automóveis, barulho, muita praia e pouco mais. Monótono, repetido, desinteressante. Mas em Outubro pelo menos a praia será diferente.



Ficamos numa quinta perto de Lagoa, um verdadeiro "monte algarvio", onde o que encontramos é tudo menos o que me cansou no Algarve. Acordamos cedo ao som apenas dos pássaros. Espreitamos o sol pela manhã e inspiramos o cheiro adocicado das figueiras, amendoeiras, alfarrobeiras e loendreiros. Está um pouco de frio mas o sol sabe-nos bem em conjunto com um chocolate quente e torradas de pão alentejano.

O Algarve que encontro é calmo, sem correrias, sem enchentes. Ainda assim, as ruas, restaurantes e supermercados continuam ainda coloridos com os cabelos loiros dos turistas nórdicos mas muito diferente do reboliço do verão.

Fazemos caminhadas matinais pelas ruas vizinhas na tentativa de equilibrar o nosso corpo e o prazer dos doces tradicionais. Espreitamos quintais. Muitas flores, muito verde e muitas piscinas. A praia por perto não retira a vontade da piscina. Por entre grades de portões ladram cães incomodados e observam-nos gatos curiosos.
1.21 gigawatts? Great Scott!Um dia vamos a Lagos. Somos surpreendidos com a indicação de um zoo que resolvemos seguir. O pequeno Zoo de Lagos é um bom local de passeio para os amantes dos animais e da fotografia. Um encontro com seres menos habituais e uma tarde bem passada.
Num momento no Algarve, noutro momento em qualquer local exótico. Por entre espécies castiças e patos adormecidos.

Umas férias diferentes num local do costume.


Sleeping ducks

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Flores de amêndoas

O Algarve nesta altura do ano

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Berlengas

Domingo, 22 de Julho de 2007

Fizemos um pequeno passeio às ilhas Berlengas, ou melhor, à Berlenga.

Incluídos num grupo de cerca de 15 pessoas, embarcamos às 9:30 para atravessar os 10Km de um mar calmo que separa o continente das ilhas Berlengas. O passeio foi calmo mas consta que o mar raramente está tão calmo. Esperava por nós talvez...

Ao chegar à Berlenga maior, aguardavam-nos as gaivotas pousadas sobre a água, com voos esporádicos, debicando na água à procura de alimento.

Já na ilha, mais gaivotas. Aliás, o animal mais presente em toda a ilha. Gaivotas, gaivotas, gaivotas... e claro, tudo o que das gaivotas resulta.

Na ilha em si, pouco havia para ver. Valeu a paisagem, um pequeno passeio de barco às grutas, as experiências com a nova câmara fotográfica. Ficou por visitar o mar, a paisagem submersa e os seus habitantes.




terça-feira, 15 de maio de 2007

Primeira

Escrevo-te esta carta para te dar conta do início de uma longa lista de cartas. Vamos iniciar a nossa viagem de viagens e vamos escrever-te cartas sobre elas. Esta é a primeira e que representa a nossa viagem a este local virtual, ao portal dos pensamentos.